Primavera chegando no continente | Planejando a temporada de esqui no hemisfério norte

O que rolou e o que provavelmente rolará.

Como previsto em abril, a tão esperada temporada invernal no continente foi novamente caracterizada pela presença de medidas restritivas contra o Covid-19 que limitaram rigorosamente os fluxos de turismo internacional, deixando assim os centros de esqui usufruíveis exclusivamente por residentes e outras poucas excepções, mas sempre de origem nacional. Porém para ajudar a consolar nossos ânimos vale a pena evidenciar que a temporada nas montanhas dos hermanos foi extremamente seca e quente!


Cortesia: Las Leñas (ARG) – Situação neve final julho começo agosto 2021

Muitos centros de esqui, que mesmo com todas as dificuldades e dores de cabeça para habilitar os serviços invernais em tempos pandêmicos, tiveram que lidar também com altas temperaturas e uma escassez de precipitações bastante atípica em toda a cordilheira. Fatores estes que atrasaram muito a estreia da temporada e, em alguns casos, forçaram a desistência de abrir até antes de começar.


Cortesia: Cerro Chapelco (ARG) – Situação neve final julho começo agosto 2021

A neve chegou para valer somente no final de agosto e até os dias de hoje alguns centros de esqui permanecem ativos e, finalmente, com ótimas condições de neve. Mas já estamos em meados de setembro e isso antes da pandemia costumava significar: primavera chegando, avisando que está na hora de planejar o inverno no hemisfério norte! Além do que as fronteiras com los hermanos permanecem fechadas.

Então é desde janeiro 2020 que, de forma geral, estamos sem neve. E isso é muito tempo mesmo… inverno 2022 não poderá passar batido novamente! Ou pelos menos tentaremos não deixar isso acontecer. No momento estamos recebendo notícias de países que finalmente reabriram as fronteiras também com o Brasil: tipo Canada, Espanha, França, Suíça (e nestes lugares temos neve!). Mas as incógnitas para viajar pro hemisfério norte são ainda grandes: a tendência é que com as vacinas muitas limitações irão cair, mas não todas as vacinas aplicadas por aqui são reconhecidas! Em maio a situação para entrar na Europa era a seguinte:

“…viajantes estrangeiros que já receberam todas as doses de alguma das vacinas aprovadas pela União Europeia (no momento dessa matéria: Pfizer, AstraZeneca, Moderna e Janssen) poderão ingressar e turistar tranquilamente sem ter obrigação de quarentena e tal. As vacinas Coronavac e Sputnik V não foram ainda reconhecidas pela Comissão Europeia: no caso da vacina chinesa os testes já começaram, mas não sabe-se quanto tempo levará o processo. De qualquer forma o assunto é tratado com urgência e em breve deveremos ter novidades.”

Matéria 25 maio, 2021

Bem, não mudou nada ou quase. O Coronavac continua oficialmente como não aprovado pela Comunidade Europeia, porém reconhecido como imunizante por alguns dos países do bloco (entre os quais: Portugal, França, Espanha, Alemanha, Áustria), permitindo assim a entrada de quem foi imunizado com a vacina “chinesa”. Também o Canadá, que acabou de reabrir as fronteiras com o Brasil, não reconhece oficialmente o Coronavac, mas aceita o PCR negativo feita 72 horas antes do embarque. De todos os países da Europa a Itália continua fechada e, especialmente, está proibida a entrada e o trânsito “na bota” de pessoas que tenham se hospedado ou transitado no Brasil nos 14 dias antecedentes da viagem. Mesmas limitações para tentar entrar nos Estados Unidos (além dos brasileiros eles permanecem fechados para muitos outros: Reino Unido, Europa, boa parte da Ásia e das Américas).

Pessoalmente estamos com nossa programação em stand-by esperando meados de outubro para começar entender melhor quais serão as possíveis opções. Mas acreditamos que a partir de janeiro 2022 estaremos novamente na neve! #Botafé

Mais detalhes – Dicas e conselhos sobre turismo invernal.

ianny

ianny

...moro no Brasil, em uma ilha, e procuro neve, por paixão e por necessidade, o tempo inteiro, independentemente do mês ou do hemisfério. Sou snowboarder, goofy, mas provo prazer com todas as coisas que deslizam na neve, especialmente se são rápidas e harmoniosas com o contexto de montanha.

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