Pista sintética de esqui em Garibaldi (RS) | O histórico empreendimento voltará a funcionar

Pista em sintético no Brasil

Talvez poucos sabem que o primeiro centro de esqui em sintético no continente foi construído na cidade de Garibaldi (RS) e funcionou por quase três décadas. Entre o 1970 e 2001 o esqui tornou-se um esporte popular nessa localidade, já famosa na produção de vinhos, que começou receber importantes eventos e até atletas internacionais.

Realizada pelo esquiador pernambucano David Santini esse empreendimento estimulou uns anos depois a construção de outros centros de esqui no Brasil e sempre em sintético: um em Petrópolis (RJ), mas que foi desativado há quase trinta anos atrás. Outro, porém ainda em funcionamento, o Ski Mountain Park em Sāo Roque (SP). O David inspirou-se nas tendências que encontrou nas viagens ao exterior e desenvolveu, produziu e patenteou um tipo de carpete em polietileno para ser usado na pista de esqui.


Cortesia: internet – O parque abandonado

A estação fechou definitivamente em 2001 e dizem que as causas foram uns desentendimentos entre o proprietário do local e a prefeitura da época. O David morreu, mas o terreno ainda pertence à família Santini, porém infelizmente a estrutura ficou totalmente deteriorada. Ainda é possível enxergar alguns bonecos e partes do teleférico, mas a maioria das coisas foi coberta pelo mato.


Cortesia: Associação Amigos do Esqui – Os associados

O projeto de reativar essa pista é mais próximo de um sonho do que de uma possibilidade concreta. Porém em maio 2019 um grupo formado por ex-praticantes e ex-frequentadores do parque criaram a Associação Amigos do Esqui que, além de recordar a era de ouro do esporte na localidade, tem como objetivo tentar ressuscitar esse empreendimento que já foi orgulho pra cidade toda.


Cortesia: Associação Amigos do Esqui – Peça de polietileno

O primeiro passo será de fabricar uma pista desmontável de 100 metros de comprimento e aproximadamente seis de largura, realizada com a matriz original doada pela família do empresário David Santini. Serão fabricadas umas dez mil peças de 15 centímetros cada que se encaixam umas às outras. O modelo de forma triangular com uma semiesfera no centro foi criado e patenteado por Santini que inspirou-se numa pista artificial que conheceu na Itália ainda na década de 1960. A ideia pode até ser interessante: quem sabe nāo seja mais uma opção para os praticantes de esportes invernais brasileiros… e entendemos até o lance da “saudade dos tempos que foram”, mas utilizar uma tecnologia velha de quase 60 anos para produzir o carpete pode ser bem arriscado. Esse tipo de produto evoluiu bastante, especialmente para contrastar a forte resistência física e moral dos praticantes. Seria mais útil realizar uma rápida pesquisa de mercado para entender melhor no assunto e evitar assim possíveis erros.

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  • ianny

    ianny

    ...moro no Brasil, em uma ilha, e procuro neve, por paixão e por necessidade, o tempo inteiro, independentemente do mês ou do hemisfério. Sou snowboarder, goofy, mas provo prazer com todas as coisas que deslizam na neve, especialmente se são rápidas e harmoniosas com o contexto de montanha.

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