Esportes invernais no Brasil | Quais opções temos para brincar seriamente sem sair do País

Praticar esportes invernais no Brasil

Em tempos de Covid-19 surgem espontâneas algumas reflexões. Nós dos esportes invernais estamos cientes que esse inverno no nosso continente não rolará daquele jeito que queríamos. Mesmo com os centros de esqui dos países limítrofes entrando em função, dificilmente poderemos aproveitar deles durante estes próximos meses invernais. Os protocolos e as limitações divulgadas deixam bem claro que será um inverno de proximidade focado basicamente em um turismo mais local ou, de repente, só nacional. Mas para nós que não temos montanhas em casa como fica?? O fator da posição geográfica não ajuda ou, melhor, complica bastante e, infelizmente, para os praticantes de esportes invernais o Brasil oferece realmente pouquíssimas opções. Basicamente os paliativos oficiais são três: uma é a “Estação de Esqui Mont Blanc” que faz parte das atrações do complexo hoteleiro Le Canton em Teresópolis (RJ).


A pista é realizada com um carpete de tipo sintético no qual é adicionado um produto químico para melhorar o deslize e tenar recriar o efeito “neve”. Sempre em sintético, mas um pouco mais focado na prática do esqui e do snowboard é o Ski Mountain Park. Localizado em São Roque (SP) já oferece uma experiencia mais divertida também para os praticantes mais exigentes.


Cortesia: Ski Mountais Park – Pista de esqui

São duas pistas e aquela para os mais experientes chega medir uns 400 metros. Nota positiva é que sempre tem uns obstáculos para brincar, mas o mais interessante é que nessa estrutura existe também uma área destinada ao freestyle profissional… que na real está burocraticamente só acumulando poeira.


Cortesia: Ski Mountais Park – Área treinamento freestyle

Lembrando que aquilo seria o primeiro centro de treinamento oficial de snowb/ski freestyle da América Latina. Estreou em 2014 e foi usado umas quantas vezes mesmo? De qualquer forma a experiencia mais próxima reproduzível sem sair do País é no indoor Snowland, em Gramado (RS).


Cortesia: Snowland

Ponto importante: é neve. É artificial sim, mas quimicamente são a mesma coisa, além de ser constantemente conservada a temperaturas negativas. Independentemente do esporte praticado o deslize e a sensação são iguais. Só que o “momentum” proporcionado é breve pois a pista acaba rápido. Mas quando liberam para construir umas estruturas e transformar nossa querida geladeira em um snowpark, aí a felicidade é sempre grande! Como grande será também quando finalmente aumentarão o espaço dedicado aos esportes de neve.

Resta óbvio que nada disso se compara com a vivencia de estar em uma montanha, no inverno. Mas estes simuladores oferecem uma grande aproximação. Para iniciante qualquer uma destas opções é válida e atinge perfeitamente na missão, mas para quem quiser progressão aí já é outro patamar. Considerando nossa geo-posição é fato que precisamos focar mais em infraestruturas como estas. Grupos de investidores estão começando a se interessarem no negocio. Sem dúvidas nosso mercado está demandando por mais opções, melhor se forem também mais animadoras para quem realmente quiser soltar as pernas! Todos somos cientes que lá fora o tamanho de alguns indoors chega a ser quase dispersivo. Outros hospedam etapas de world cups, outros campeonatos de relevância. Quem sabe que não apareça um desses por aqui também. Enquanto isso nosso potencial “Brazilian Storm” da neve continua limitado e obrigado a sair para treinar. E se já fica honroso e complicado em temporadas normais, em tempos de pandemia isso se torna praticamente impossível.

Mais detalhes👉 Brasil na neve


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  • ianny

    ianny

    ...moro no Brasil, em uma ilha, e procuro neve, por paixão e por necessidade, o tempo inteiro, independentemente do mês ou do hemisfério. Sou snowboarder, goofy, mas provo prazer com todas as coisas que deslizam na neve, especialmente se são rápidas e harmoniosas com o contexto de montanha.

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